quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Linguagem poder e discriminação

Linguagem poder e discriminação


Acadêmico: Carlos André dos Santos


A Linguagem é um instrumento vivo e tem poder e capacidade de servir tanto para o beneficio quanto para o flagelo. A língua estabelece ralação de poder e dita normas, esconde segredos, como observável na idade medieval bem como na contemporaneidade com as sociedades secretas, a exemplo da maçonaria. Enfim, a função da linguagem é produzir comunicação, a exemplo das linguagens especiais que é utilizada por determinado grupo, como a gíria, que, via de regra demarca território e estabelece uma relação de poder.
A cada contexto é oportuno que os sujeitos saibam qual variedade linguística é apropriada para o “assunto”. Via de regra, nem toda a camada da população tem acesso às variedades lingüísticas, vez que no tocante “as minorias”, estes são expropriadas do acesso ao saber socialmente legitimado e, vez que as normas cultas da língua, em cada época, são intencionadas aos grupos hegemônicos no poder.
Já pensou um morador de rua que não foi alfabetizado lendo um jornal e decifrando os jargões próprios do mercado financeiro. Esses sujeitos sociais são discriminados e em muitos casos nem mesmo sabem disso, pois muitas vezes a discriminação se dá de maneira implícita.
É falacioso afirmar que não existe um determinado marco lingüístico valorizado que sobrepõe às demais. A língua que dita regras para as demais se incorpora a partir de uma determinada tradição cultural. A legitimação de uma norma de prestigio da língua se dá essencial pela criação de mitos de origem e, a gramática fomenta essa legitimação uma vez que a língua dos gramáticos e um produto elaborado que tem a função de ser uma norma imposta sobre a diversidade.
Já a classe dominante é prestigiada na aquisição da norma culta da linguagem socialmente legitimada, por nascer num contexto favorecido. Os cidadões em geral, que na atual conjuntura social são a escória, apesar de declarados iguais perante a Lei, são, na realidade, discriminados já que a maioria não tem acesso aos códigos que regula as ralações humanas ditas como cultas, ou, às vezes, tem uma possibilidade reduzida de acesso, constituída pela escola e pela norma pedagógica ali ensinada. Esses são discriminados ficam privados dos bens que a linguagem “culta” pode oferecer.
Ideologicamente a linguagem pode e é usada com a finalidade de coibir ou disseminar certos tipos de informações a grandes setores da população. As minorias, por exemplo, por não ter acesso a uma escolarização emancipatória não compreende devidamente uma comunicação que exige certo nível de competência. E, como de praxe expropriado do acesso ao conhecimento fica alienado aos ditames dos grupos hegemônicos.

6 comentários:

  1. Universidade do Estado da Bahia

    Departamento de Educação-Campus XV

    Docente Márcio Machado

    Discente: Rosilane Cordova de Aleluia



    Sinal de Leitura do Texto 0 8: Linguagem poder e discriminação



    O texto de Gnerre vem abordando a linguagem como agente de poder e discriminação, que apresenta entre outras funções a de comunicar ao ouvinte à posição que o falante ocupa de fato ou acha que ocupa na sociedade em que vive. Para Bourdieu (1977), o poder da palavra é o poder de mobilizar a autoridade acumulada pelo falante e concentrá-la num ato lingüístico.

    A linguagem tem o poder de discriminar, pois nem todo o integrante de uma sociedade tem acesso a todas as variedades e muitos menos aos seus conteúdos que servem de referência, tendo a língua “padrão” um acesso de poucos.

    Gnerre define a língua padrão como um sistema comunicativo ao alcance de uma parte da reduzida dos integrantes de uma comunidade; é um sistema associado a um patrimônio cultural apresentado como um “corpus” definido de valores fixados na tradição escrita. A associação ente uma determinada variedade lingüística e a escrita é o resultado histórico indireto de oposições entre grupos sociais que eram ou são usuários das diferentes variedades que acabam sendo legitimadas, ou seja, tidas como certas.

    Os cidadãos, apesar de declarados iguais perante a lei, são na realidade, discriminados já na base do código em que a lei é redigida, pois utiliza-se de um código considerado “padrão”e que muitos não reconhecem. As palavras exercem um grande poder em determinadas culturas, principalmente por apresentar um conjunto de crenças e valores aceitos e codificados pelas classes dominantes.

    A função central de todas as linguagens especial é social: ela tem um real valor comunicativo, mas excluem da comunicação as pessoas da comunidade lingüística externa ao grupo que usa a linguagem especial, além de reafirmar a identidade dos integrantes do grupo reduzido que tem acesso a linguagem especial, que o caso das gírias. Os grupos sociais que mantêm poucos contatos com a variedade padrão da língua, que usam e produzem pouco material escrito, são mais difíceis de ser controlados, uma vez que pode faltar a eles um instrumento poderoso para determinar sua posição social relativa.

    A língua padrão é uma das várias formas de dominação de um povo que acaba sendo apenas um receptor desta cultura letrada, sem ter ao menos na sua língua padrão reflexo de sua cultura.Não podemos dizer que o Brasil é um pais letrado, já que grande parte da sua população ainda não conhece a dita linguagem padrão. A dominação da língua exerce poder e discrimina ao mesmo tempo, pois nem todos têm o seu acesso, ou seja, a parte mais pobre da população e que é dominada a todo o momento pelos meios de comunicação que utiliza desta norma para separar ainda mais este povo

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Ana Paula Pereira Cruz, Rosana Rocha e Viviane Queiroz


    Sinal de leitura (Linguagem, Poder e discriminação)

    Gnerre traz a concepção de linguagem como um mecanismo singular de poder e discriminação. Afirmando, contrariamente ao que muitos pensam a linguagem não é utilizada apenas para veicular informação, mas traz subtendida me si mesma o poder de influência, persuasão, autoristarismo... etc.
    Vale trazer a reflexão o que Gnerre afirma sobre a discriminação existente entre o povo brasileiro: “Os cidadãos, apesar de declarados iguais perante a lei. São, na realidade, discriminados já na base do mesmo código em que a lei é redigida.” Para o autor a escola não trabalha com seus alunos de modo a prepará-los para o exercício da cidadania com um bom nível de desenvolvimento cognitivo para compreensão de leituras diferentes das trabalhadas na escola.
    Assim, a linguagem constitui o arame farpado mais poderoso para bloquear o acesso ao poder; e, pois sua função central é social. Logo as pessoas que não se utilizam de palavras-padronizadas tendem a ser discriminado por grupos sociais que agem em detrimento de seus semelhantes, mas em louvor a regras criadas por homens para engessar a fala quando na verdade está é bem mais viva e dinâmica; de maneira tal que “vira-e-mexe” está transgredindo a “linguagem-padrão”.
    .

    GNERRE, Maurizio. Linguagem, escrita e poder. 4. Ed. São Paulo: Martins Fontes, 1998.

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  4. Ilma Santos de Oliveira

    Sinal de Leitura do texto 08: Linguagem, Poder e Descriminação, GNERRE

    O autor inicia o texto fazendo uma diferenciação das mais variadas ocasiões em que a linguagem é usada. Para Gnerre a função primordial da linguagem é difundir informações, de tal maneira usamos a linguagem para comunicar, expressar, convencer, lançar opiniões, e para ocupar uma posição numa sociedade em que a linguagem determina o contexto cultural e condição em que vivemos.
    De acordo com Gnerre o uso da linguagem é determinado por regras, sendo o uso dessas regras o fator determinante de interação social entre os indivíduos ao se comunicarem.

    Gnerre fala também da questão da determinação dos níveis padrões da linguagem, sendo a “culta” ou “padrão”, de tal maneira que uma outra forma de linguagem que esteja fora dos níveis predeterminados é desvalorizada. Sendo que um tipo de linguagem desprestigiado torna os indivíduos falantes dessa língua desprestigiados também.

    O autor diz que essa relação de poder exercida pela Língua Portuguesa vem desde o surgimento da mesma, onde se impôs a linguagem “padrão” dos grupos sociais mais importantes e influentes da época, de tal maneira que a referida lingüística considerada culta é passada adiante.

    Segundo Gnerre a escrita é um fator determinante nesse processo de ascensão de variedades lingüística, em que no topo está a linguagem “padrão”, pois o que está escrito, traz impregando uma forte idéia de legitimação e acaba disseminando regras e preconceitos sociais nela imbutidos.

    Gnerre fala também da questão em que declara-se na lei que todos são iguais perante a lei, ele diz que isso não é verdade, de tal maneira que nem todos os cidadãos tem as mesma oportunidades de acesso a aprendizagem da língua considerada padrão.

    Em conclusão Gnerre diz que a diferença entre a variedade lingüística determinada “padrão” ou “culta” carrega em si vários fatores, tais como o poder ideológico da escrita, a tradição gramatical, entre outros, e diz que tais fatores são na verdade legitimadores da tradição cultural e da identidade nacional.

    Com esse texto Gnerre nos evidencia algo que se discuti a muito tempo, o poder que língua possui sobre a cultura, os costumes, comportamentos, emfim o poder da língua sobre um povo. A variedade lingüística considerada como “culta”, é apenas mais um artifício de descriminação social dos analfabetos da língua “padrão”, e também dominação e perpetuação da cultura dominante.

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  5. Alunas: Cecília Andrade, Thais Cristina


    Sinal de leitura (Linguagem, Poder e discriminação)

    O autor nos revela um conceito de linguagem que nos submete ao mecanicismo da discriminação.
    De acordo com o texto, a linguagem camufla em sua utilização os ideais, as influencias, o poder de controlar. Ainda nesta linha de raciocinio, percebemos a influencia que a linguagem tem
    sobre a discriminalidade: “Os cidadãos, apesar de declarados iguais perante a lei. São, na realidade, discriminados já na base do mesmo código em que a lei é redigida.”
    Levando-se em consideração o texto, somos revelados de que a educação não é inclusiva, e que suas propostas sobre a cidadania são demagogicamente frustradas.
    Dessa forma, a linguagem com seu carater social funciona agindo de contra a discriminação da sociedade e pode servir filmente como ferramenta para uma nova cidadania.
    GNERRE, Maurizio. Linguagem, escrita e poder. 4. Ed. São Paulo: Martins Fontes, 1998.

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  6. queria que alguem me ajudasse a fazer uma resenha sobre esse livro maurizio gnerre.

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