terça-feira, 3 de agosto de 2010

Sinal de leitura texto 4

Em seu texto Carneiro enfatiza que tudo pode ser lido, tanto os livros como as edificações, as fotografias. Ele discorre em seu obra que as imagens cotidianas das ruas começam a perder sua condição de meros utensílios para adquirir uma condição de signos.



Tudo pode ser lido (fotografia, cinema, televisão), mas há diferenças. Entre as diversas linguagens, é possível estabelecer uma primeira distinção, a partir de um dado óbvio: o conhecimento ou não do código escrito. De um lado, linguagens que demanda um leitor alfabetizado, capaz de identificar signos escritos e relacioná-los entre si a partir de um a gramática de línguas. De outro, as línguas não verbais, cujo acesso, pelo menos no nível mais primário de leituras, esta disponível a todos. Seria necessário situar, ainda, um terceiro grupo, onde palavra e imagem dialogam, como no cinema ou nos outdoors.

Flavio Martins Carneiro

Tudo o que estar na nossa frente tem uma linguagens, passam uma mensagem. As idéias do autor são idênticas com as que nos tiamos antes de ler o texto.







Antonio de Jesus Santos


Élson Pascoal Dias


Robson Santos de Argolo

3 comentários:

  1. Ana Paula P Cruz, Viviane Queiroz E Rosana Rocha.



    ORLANDI, Eni P. Interpretação; autoria, leitura e efeitos do trabalho simbólico.5ª edição.Campinas-SP: Pontes Editores, 2007.
    O TRABALHO DA INTERPRETAÇÃO

    O silêncio é visto nesse texto segundo Orlandi (2007) como algo que nos permite compreender a incompletude como constitutiva da linguagem.E esta incompletude não deve ser pensada em relação a algo que seria (ou não) inteiro, mas antes em relação a algo que não se fecha.
    O silêncio é fundante (não há sentido sem silencio) e esta incompletude é função do fato de que a linguagem é categorização dos sentidos do silêncio , um modo de procurar domesticá-los.É como se a linguagem aqui segundo esse raciocínio do autor servisse no meu pensar para dar forma ao pensamento , da forma ao silêncio.
    Há linguagem também no silêncio, afinal há diversas formas de linguagem que permite interpretação e até aquela que se forma no silêncio sem que se expresse ficando apenas nos domínios do sujeito. Sem a figura do outro que lhe seja interprete.
    O silêncio e a linguagem se complementam. Não há linguagem sem passar pelos alicerces do silêncio.E até este serve para completar uma mensagem. O que me diz daquelas mensagens que mesmo sem passar pelos crivos da codificação ,nos parece ressoar com uma significância maior que as palavras ?
    A linguagem , mesmo em sua vocação à unicidade , à discrição , ao completo, não tem como suturar o possível , porque não tem como não conviver com a falta, não tem como não trabalhar (com) o silêncio.
    Como os sentidos não são indiferentes à matéria significante, a relação do homem com os sentidos se exerce em diferentes materialidades, em processos de significação diversos:pintura, imagem, música, escultura, escrita, etc.

    Como diz na música de Lulu Santos – Certas coisas.

    Não existiria som
    Se não houvesse o silêncio
    Não haveria luz
    Se não fosse a escuridão
    A vida é mesmo assim,
    Dia e noite, não e sim...

    Cada voz que canta o amor não diz
    Tudo o que quer dizer,
    Tudo o que cala fala
    Mais alto ao coração.
    Silenciosamente eu te falo com paixão...

    Eu te amo calado,
    Como quem ouve uma sinfonia
    De silêncios e de luz.
    Nós somos medo e desejo,
    Somos feitos de silêncio e sons,
    Tem certas coisas que eu não sei dizer...

    A vida é mesmo assim,
    Dia e noite, não e sim...

    Eu te amo calado,
    Como quem ouve uma sinfonia
    De silêncios e de luz,
    Nós somos medo e desejo,
    Somos feitos de silêncio e sons,
    Tem certas coisas que eu não sei dizer...
    E digo...
    Todas essas considerações apontam para a incompletude:porque são várias as linguagens possíveis, porque a linguagem se liga necessariamente ao silêncio, porque o sentido é uma questão aberta, porque o texto é multidirecional enquanto espaço simbólico.
    “ lá onde o silêncio afronta a gregariedade da linguagem e a domesticação dos sentidos, irrompe a nota de rodapé, procurando inutilmente completar o que não se completa e resta como horizonte do possível”. (cf. E. Orlandi, 1990,p.106s) (Uma questão sobre fuga dos sentidos num estudo sobre notas de rodapé . Orlandi, 2007,p.13)
    Não é porque é aberto que o processo de significação não é regido, não é administrado. Ao contrário , é por esta abertura que há determinações.
    O texto é essa peça significativa que, por um gesto de autoria, resulta da relação do “sítio significante” com a exterioridade. Nesse sentido, o autor é carregado pela força da materialidade do texto, materialidade essa que é função do gesto de interpretação (do trabalho de autoria) na sua relação determinada (historicamente) com a exterioridade, pelo interdiscurso. O sujeito podemos dizer, é interpretado pela história. O autor é aqui uma posição de filiação de sentidos, nas relações de sentidos que vão se constituindo historicamente e que vão formando redes que constituem a possibilidade de interpretação.” ( Orlandi, 2007)

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  2. Ana Paula P Cruz, Viviane Queiroz E Rosana Rocha.

    SANTAELA, Lúcia. Semiótica aplicada – São Paulo: Cengage Learning, 2008.
    BASES TEÓRICAS PARA A APLICAÇÃO

    Segundo a autora a semiótica é uma das disciplinas que fazem parte de ampla arquitetura filosófica de Peirce. Essa arquitetura está alicerçada na fenomenologia, uma quase-ciência que investiga os modos como apreendemos qualquer coisa que aparece à nossa mente.A fenomenologia tem por função apresentar as categorias formais e universais dos modos como os fenômenos são apreendidos pela mente. Essa quase ciência fornece as fundações para as três ciências normativas: estética, ética e lógica e, esta, por sua vez, fornece as fundações para a metafísica.
    Busca-se estudar , inclusive, como pode se dar a transmissão de significado de uma mente para outra e de um estado mental para outro. Devido a essa diversidade de tarefas, a lógica ou semiótica tem três ramos:
    A gramática especulativa, a lógica crítica e a metodêutica ou retórica especulativa
    As diversas facetas que a análise semiótica apresenta podem assim nos levar a compreender qual é a natureza e quais são os poderes de referência dos signos, que informação transmitem, como eles se estruturam em sistemas , como funcionam , como são emitidos , produzidos, utilizados e que tipos de efeitos são capazes de provocar no receptor.
    Para uma análise afiada , a aplicação semiótica reclama pelo diálogo com teorias mais específicas dos processos de signos que estão sendo examinados. Por exemplo: Para fazer semiótica da música, é preciso conhecer música, e assim por diante.
    Assim, se o repertório de informações do receptor é muito baixo, a semiótica não pode realizar para esse receptor o milagre de fazê-lo produzir interpretantes que vão além do senso comum.
    Há três elementos formais e universais em todos os fenômenos que se apresentam à percepção e à mente: primeiridade, secundidade, terceiridade .
    O signo é um primeiro (algo que se apresenta à mente) , ligando um segundo (aquilo que o signo indica, se refere ou representa), a um terceiro (o efeito que o signo irá provocar em um possível intérprete).
    Resumindo: signo é qualquer coisa , que representa uma outra coisa, chamada de objeto do signo, e que produz um efeito interpretativo em uma mente real ou potencial , efeito este que é chamado de interpretante do signo.
    Signo – objeto – interpretante .
    O signo sempre funciona como mediador entre o objeto e o interprete.Exemplo: escrevo um e-mail para minha irmã. O e-mail é um signo daquilo que desejo transmitir , que é o objeto do signo. O efeito que a mensagem produz em minha irmã é o interpretante do e-mail que ao fim é um mediador entre aquilo que desejo transmitir e o efeito que esse provocou nela.
    Essa é a lógica triádica do signo: a da significação, a da objetivação e a da interpretação.
    O efeitos interpretativos do signo não precisam ter a natureza de um pensamento bem formulado e comunicável , mas pode ser uma simples reação física.
    Qualquer coisa que esteja presente à mente tem a natureza de um signo. Signo é aquilo que dá corpo ao pensamento , às emoções , reações etc.
    Quando pronunciamos uma frase, nossas palavras, falam de alguma coisa, se referem a algo, se aplicam a uma determinada situação ou estado de coisas. Elas têm um contexto. A frase é o signo e aquilo sobre o que ela fala é o objeto dinâmico.. só temos acesso ao objeto dinâmico através do objeto imediato.
    Uma pessoa emite sinais para uma infinidade de direções: o modo de se vestir, a maneira de falar, a língua que fala, o que escolhe dizer, o conteúdo do que diz, o jeito de olhar, de andar , sua aparência em geral etc. São todos estes, e muitos outros mais , sinais que estão prontos para significar, latentes de significado.
    Assim como o signo tem dois objetos o imediato e o dinâmico, ele tem também três interpretantes:
    Interpretante imediato, interpretante dinâmico e interpretante lógico.

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  3. Segundo Carneiro a velocidade das mudanças, descrita pelo sociologp Zigmaun Bauman como o mal estar da pós-modernidade, traz a necessidade de linguagens que possam acompanhar tal realidade por isso, o surgimento de novas linguagens explodem cotidianamente.
    As linguagens que dependem de um nível intelectual do leitor agora convivem com linguagens cada vez mais simples e acessíveis a todos criando um novo olhar sobre o mundo.

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